Campanha Adote um Ninho 2017

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A campanha "Adote um Ninho" visa assegurar a continuidade do Projeto Arara Azul no Pantanal, através das pesquisas e do monitoramento de ninhos naturais e artificiais. O apadrinhamento desses ninhos, através da adoção, proporcionará a manutenção da biodiversidade do Pantanal: tanto as araras-azuis como várias outras espécies de animais que ocupam as mesmas cavidades.


4ª Edição

Instituto Arara Azul inicia 4º edição da campanha “Adote um Ninho”

Iniciativa ajuda na manutenção da biodiversidade do Pantanal.

Com o objetivo de dar continuidade ao desenvolvimento das pesquisas e ações de proteção e conservação da arara azul na natureza, o Instituto Arara Azul iniciou a terceira edição da campanha “Adote um Ninho” para subsidiar estudos e monitoramento de ninhos no Pantanal. A organização é reconhecida internacionalmente pelos 26 anos de trabalho do Projeto Arara Azul, liderado pela Dra. Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul e pesquisadora dos programas de Mestrado e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp.

Para apadrinhar um ninho, é preciso entrar em contato com o Instituto pelo telefone (67) 3222-1205 ou pelo email contato@institutoararaazul.org.br. Durante o período reprodutivo da espécie, o padrinho acompanhará as novidades do ninho e outras informações relativas ao projeto, optando por batizar sua ave ao nascimento. Ele ainda receberá um kit de boas-vindas com foto exclusiva do ninho e sua divulgação no marketing da Campanha. “O apadrinhamento proporciona também a manutenção da biodiversidade do Pantanal, tanto às araras-azuis como para várias outras espécies de aves que ocupam as mesmas cavidades”, explica Neiva Guedes.

Nas edições anteriores, a Campanha contou com o apadrinhamento de empresas, como Uniderp, Águas Guariroba, Biofaces, Anilhas Capri, Douramotors, BR Insdústria de Tintas Ltda, Città Planejamento Urbano e Ambiental, Diamond Hall, Ondara Buffet, Kampai, Rede TV Box, Bradesco Seguros e a Parrots International, além de famosos como Ziraldo, Michel Teló, Almir Sater, Gabriel Sater, Carlos Saldanha, Chitãozinho & Xororó, Alex Atala, Munhoz & Mariano e Luan Santana.

Reprodução

De julho de 2015 a junho de 2016,a equipe do Instituto Arara Azul monitorou 151 ninhos em onze propriedades rurais situadas em Miranda, Aquidauana, Jardim e Bonito,interior de Mato Grosso do Sul, e em Barão do Melgaço, no Pantanal de Mato Grosso.

O número de nascimentos das araras azuis foi menor que no ciclo anterior, mas se mantém dentro da expectativa da pesquisadora. Dos 99 ovos encontrados nos ninhos monitorados, menos de 50% chegaram ao estágio final, ou seja, 49 filhotes de ararasazuis que nasceram no último ciclo, frente a 52 aves no período de 2014/2015. “Registramos a sobrevivência e voo de 29 indivíduos e todos os filhotes foram anilhados, microchipados e tiveram sangue coletado para análise de DNA e sexagem.São resultados que demonstram que a arara-azul está se reproduzindo relativamente bem no Pantanal. A taxa reprodutiva da espécie é baixa e por estar em um ambiente natural é afetada pelas relações ecológicas, sofrendo perdas e predações, como qualquer outra espécie, mas que pelas características da própria espécie, mais vulneráveis, essas consequências são piores”, revela a bióloga.

Outro ponto que influencia a reprodução das araras-azuis. Por serem aves seletivas, 95% de seus ninhos são encontrados somente no Manduvi, uma espécie arbórea em diminuição na natureza devido aos desgastes com o tempo. Para solucionar a demanda, ninhos artificiais foram criados pela equipe de biólogos do Instituto e instalados na natureza. “A velocidade das perdas dos ninhos naturais é muito maior que o surgimento de novos ninhos, por isso, manejos realizados em ninhos naturais e artificiais para aumentar o número de cavidades disponíveis para as araras, tem resultado em aumentos positivos para a espécie. Por isso nossa campanha para a adoção de ninhos é muito importante”, defende a pesquisadora. No último ciclo, o Instituto Arara Azul monitorou 151 ninhos, sendo 87naturais e 64 artificiais. Ao todo estão cadastrados 713 ninhos, sendo 425 naturais e 288 artificiais (incluindo Pantanal de Mato Grosso).

Responsabilidade ambiental

A mudança de status da arara-azul na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2014, foi considerada uma grande conquista dos resultados do Projeto Arara Azul, nesses anos de atuação. Mas ainda assim a espécie é citada como vulnerável na lista vermelha das espécies ameaçadas (Red List of Threatened Species) da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN - International Union for Conservation of Nature). Para a diretora executiva do Instituto Arara Azul, Eliza Mense, as conquistas obtidas são significativas e foram possíveis devido a colaboração de vários parceiros. “Ao longo desses anos, conseguimos viabilizar esse trabalho com o subsídio e apoio da Fundação Toyota do Brasil, da Toyota, da Universidade Uniderp, do Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Seguros e outros parceiros, mas é necessário que a sociedade continue se movimentando para que o sucesso seja mantido e os trabalhos ampliados”.


Edições Anteriores

A Edição da Campanha 2014/15 foi um grande sucesso, com 45 ninhos apadrinhados por pessoas físicas e jurídicas, dentre esses vários famosos, como Ziraldo, Carlos Saldanha, Luan Santana, Almir Sater, Gabriel Sater, Chitãozinho e Xororó, Munhoz e Mariano e Michel Teló. A repercussão da Campanha, em vários veículos de comunicação, foi muito grande, tendo como ponto forte o evento que anunciou os padrinhos, reunindo mais de 100 convidados, em novembro de 2014.


Particiapação de Famosos

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