Envolvimento da população e EA

Desde o início de suas atividades, o Projeto Arara Azul realiza diversas atividades de divulgação e envolvimento da população local. Inicialmente a bióloga Eliza Mense fez levantamento da população pantaneira, através de questionário e descobriu que o maior meio de comunicação no Pantanal na época, era o rádio. Posteriormente foram elaboradas e divulgadas mensagens educativas nas emissoras de rádios de maior audiência no pantanal bem como distribuição de folders e cartazes.

Faz parte do trabalho de campo conversar com os peões, fazendeiros e moradores locais, quando se visita às fazendas para monitoramentos de ninhos. Enfocando a arara-azul, orientamos proprietários sobre desmatamentos, queimadas, conservação de espécies ameaçadas, replantio e conservação do manduvi, biodiversidade e ecoturismo. procuraram envolver e sensibilizar a população rural através de palestras para os peões e fazendeiros, nas propriedades onde se realizam os trabalhos. Como resultado, a equipe de campo teve sua atuação ampliada com a ajuda dessa população que, conhecendo alguns aspectos do comportamento das araras puderam auxiliar na descoberta de novos ninhos ativos, que foram cadastrados pelos técnicos. Além dessa atuação direta, outro resultado indireto foi à diminuição sensível do tráfico de animais silvestres, nas regiões de atuação do Projeto.

Desde 1998 a atividade de educação ambiental é coordenada pela Neliane Guedes Corrêa, comunicadora do Projeto. O trabalho de divulgação do Projeto Arara Azul e seus resultados, atingiu grande parte da população pantaneira sul matogrossense e do Brasil como um todo. Podemos afirmar que muitas pessoas ouviram falar do Projeto e tem manifestado interesse em conhecer mais e colaborar. Os peões e fazendeiros pantaneiros, passaram a ter orgulho de contar com as araras-azuis nas suas propriedades e querem conservá-la. Hoje não damos mais conta de atender todas as solicitações para estudar as araras no Pantanal ou outras partes do Brasil.

 

No período de 1998 a 2005, Neliane G. Corrêa realizou diversas oficinas com as crianças do R. E. Caiman, desenvolvendo atividades de artes, canto, dança. As oficinas eram variadas e difundiam atitudes positivas para conservação bem como o resgate da cultura pantaneira e novas alternativas de renda para a população local. Como exemplos de algumas oficinas podemos citar: desenho, jogos educativos, plantio de mini-jardins, modelagem, confecção de brinquedos reciclados, destino adequado do lixo, uso e conservação da água, oficina de debates e musica regional com dança, sendo esta última a preferida das crianças, que estavam na faixa etária de 04 a 12 anos. Como resultado, percebeu-se a elevação da auto-estima, confiança e aumento do nível de companheirismo. Muitos replicaram em casa os temas debatidos nas oficinas, além de elevar o conhecimento sobre as espécies que ocorrem no pantanal. Mais de 100 crianças participaram destas atividades.

 

 

 

 

Uma experiência piloto, o Projeto “Arte de fazer”, foi realizada no período de 19 a 29 de março de 2007 em Aquidauana-MS, com o objetivo de capacitar pessoas de baixa renda da cidade de Aquidauana e Anastácio, para produzir artesanatos com a temática do Pantanal. Alem da capacitação, as mulheres foram incentivadas a iniciar uma Associação de artesãs, na qual produzirão artesanatos para serem vendidos aos turistas no Pantanal. Durante o Projeto, foram ministrados quatro oficinas, sendo elas: Confecção de camisetas, modelagem com bisquit, bordado ponto cruz e customização de camisetas. Durante as oficinas, ministrou-se também, noções básicas de conservação do meio ambiente, empreendedorismo, noções de mercado e qualidade dos produtos. Este projeto foi realizado gratuitamente pelo Instituto Arara Azul em parceria da UNIDERP e Toyota e apoio da Associação Atlética do Banco do Brasil, Rádio FM PAN e jornal O Pantaneiro. Ele foi criado e coordenado por Neliane G. Corrêa. Foi oferecido para 40 mulheres, mas a procura foi tão grande que gerou uma fila de 150 candidatas para as próximas oficinas que serão oferecidas no 2º semestre de 2007.

 

 

 

Desde o início do Projeto mais de uma centena de palestras foram proferidas em diversos locais e regiões do Brasil e exterior. Palestras são proferidas nas escolas, universidades além de participação em congressos, simpósios e eventos no Brasil e no exterior, tanto para o meio científico, quanto para a comunidade em geral. Como ferramenta de sensibilização de crianças e para que aprendam de forma lúdica têm-se utilizado fantasias e brincadeiras. 

Nas duas bases do Projeto são ministradas palestras aos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam o pantanal. Nas palestras, os técnicos fornecem informações e divulgam os resultados dos estudos sobre as araras azuis. Mensalmente são atendidos em média 50 a 70 pessoas em 14 a 18 palestras mensais. Em divulgações pode-se ver a relação de palestras que foram proferidas

 

 

 

 

Para abranger um público maior, a participação em feiras e eventos tem se mostrado uma boa estratégia, pela diversidade de público que freqüentam estes locais. Nas feiras, são expostos banners e material biológico, distribuídos folhetos educativos e os técnicos prestam maiores esclarecimentos sobre o trabalho realizado e os resultados obtidos nas pesquisas.

Desde 2004, o Projeto Arara Azul tem participado da FECIR – Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural da Cidade de Miranda-MS, uma feira anual em comemoração ao aniversário da cidade. Atividades especiais como jogos (quebra-cabeça, desenhar, montar e colorir) e brincadeiras de foram desenvolvidos nestes espaços para as crianças. Em 2006, o Projeto montou um estande juntamente com outros projetos de conservação, como Papagaio Verdadeiro, Onça Pintada e Ariranha. Foi lançado um concurso de desenho e houve a participação de mais de 300 crianças e ao final da feira, foram premiados alguns desenhos que se destacaram.

Em 2006 participou, a convite da Toyota do Brasil, da Feira do Japão realizada em junho em São Paulo e do Espaço Ecologia, realizado em julho em Campos do Jordão. Foi a 1ª vez que o Projeto foi exposto fora do Pantanal. A receptividade foi boa, foi uma experiência inédita e deu a oportunidade de mostrar o Projeto para pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

No final de maio de 2007, o Projeto Arara Azul participou do II Encontro Brasileiro de Observação de Aves – AVISTAR 2007, no Parque Vila Lobos, em São Paulo-SP. Num stand o Instituto Arara Azul realizou atividades de comunicação e venda de produtos exclusivos do Projeto. Num ambiente aberto em uma árvore do parque, foi instalado um ninho artificial para visitação de crianças, com monitoria e mini-palestra.

 

Em 2006 o Projeto Arara Azul foi convidado para participar do Rally Toyota Expedition, que é um rally de regularidade, com várias etapas ao longo do ano em diferentes regiões do Brasil. Em 2006 o Projeto participou em Cuiabá/Chapada dos Guimarães e em Campos do Jordão. Convidados pela Toyota do Brasil, a equipe do Projeto teve a oportunidade de divulgar o Projeto para um público diferente, que geralmente não seria atingido de outra forma. Os vencedores na três categorias, ganharam troféu, produtos exclusivos do Projeto e uma viagem ao Pantanal, que foi realizada em novembro de 2006, para conhecer as atividades de campo “in loco” e mais uma vez o resultado foi um sucesso.

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