Projeto
Arara Azul

O Projeto Arara Azul é um projeto que estuda a biologia e relações ecológicas da arara-azul-grande, realiza o manejo e promove a conservação da arara azul em seu ambiente natural. O Projeto estuda a biologia reprodutiva das araras vermelhas, tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outras espécies que co-habitam com a arara azul no Pantanal.

Objetivos

Objetivos

Foto: Sílvio Esgalha

Casal de arara azul defendendo ninho em manduvi

Casal de arara azul defendendo ninho em manduvi.
Foto: Klaus Sasse

Trabalho com as crianças no Pantanal.

Trabalho com as crianças no Pantanal.
Foto: Franz Schepers

Os objetivos principais
do Projeto
Arara Azul são:

- Manter populações viáveis de araras azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), a médio e longo prazo em vida livre no seu ambiente natural;
- Promover a conservação da biodiversidade e do Pantanal como um todo.

Os objetivos específicos podem variar a cada ano, mas incluem estudos de biologia básica, reprodução, comportamento, requerimentos de habitat, manejo e educação ambiental para a conservação da espécie na natureza, entre outros.

Neiva Guedes

Neiva Guedes

Bióloga da Conservação, mestre em Ciências Florestais pela ESALQ/USP, doutora em Zoologia pela UNESP/Botucatu, criadora e executora do Projeto Arara Azul, pesquisadora e Professora do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp. Presidente do Instituto Arara Azul.

Neiva Maria Robaldo Guedes, nasceu em Ponta Porã, no Estado de Mato Grosso do Sul, em dez de janeiro de 1962. Graduou-se em Ciências biológicas pela UFMS em 1987.

Assim que terminou a graduação, foi bolsista do CNPq (Aperfeiçoamento Científico 87-89), trabalhando na EMBRAPA Gado de Corte, em Campo Grande, sob a coordenação da Dra. Cacilda Borges do Valle, onde se iniciou na pesquisa científica. Em maio de 1989 começou a trabalhar no Departamento de Educação Ambiental Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul onde ajudou a proferir vários cursos para professores de I e II Graus e orientou crianças e alunos em seus primeiros contactos com a natureza, guiando-os nas trilhas da Reserva Ecológica do Parque dos Poderes.

Em novembro de 1989, Neiva Guedes viu um bando de araras azuis Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal durante a prática de campo do curso de Conservação da Natureza, para técnicos do IBAMA, EMBRAPA e SEMA-MS. Neiva achou a cena linda (cerca de 30 araras-azuis pousadas num galho seco) e quando soube que a ave estava ameaçada de extinção e que estava desaparecendo rapidamente, decidiu fazer algo para que isso não acontecesse e pensou que outras pessoas deveriam conhecer as araras azuis em seu hábitat natural. O fato se transformou em um marco em sua vida: a luta pela conservação da arara azul, dando início ao Projeto Arara Azul. Desde então ela dedica sua vida para a conservação desta ave no Pantanal brasileiro.

Em 1991 ingressou no curso de Mestrado em Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP, sendo agraciada com uma bolsa da CAPES. Sob a orientação do Prof Dr. Álvaro F. Almeida, desenvolveu o trabalho “Biologia Reprodutiva da Arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal – MS”. No campo, contou com a colaboração do biólogo norte-americano, Dr. Lee Harper. A pesquisa foi realizada no Pantanal da Nhecolândia, utilizando a estrutura da Fazenda Nhumirim, CPAP/Embrapa e contou com recursos do WWF e veículo da Toyota do Brasil (para conseguir o veículo, virou piloto de teste da fábrica). O trabalho despertou o interesse da comunidade científica e em 1991 Neiva apresentou os primeiros resultados sobre a biologia reprodutiva da arara azul no I Congresso Brasileiro de Ornitologia, em Belém-PA e na Reunião de Ornitólogos Americanos, em Montreal no Canadá.

Em Outubro de 1993 Neiva Guedes concluiu o mestrado, com reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da pesquisa. Continuou o Projeto sem nenhum vínculo institucional e em março de 1994 ingressou no CESUP atualmente UNIDERP. Na Universidade, Neiva recebeu todo apoio dos dirigentes da instituição e prosseguiu na luta pela conservação da arara azul.

Em 1998 com a base no R. E. Caiman pode contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo. Até então, Neiva pegava o jipe Toyota viajava por 20 a 30 dias pelo Pantanal, transportando equipamentos, comida e no máximo, mais um assistente. Na época contava com a ajuda dos familiares, amigos, voluntários e estagiários. Apesar de dezenas pessoas terem colaborado nas atividades de campo, Neiva era a única pessoa a conhecer todos os ninhos cadastrados. Além da pesquisa era piloto de teste, motorista, mecânica, alpinista, relações públicas a quem competia fazer captação e administrava o Projeto.

Neiva estudou a vida das araras azuis em vida livre e passou a manejar o ambiente, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes, e acima de tudo, envolvendo a população e divulgando a importância de se manter as araras-azuis livres e voando na natureza. Assim, aves que nas últimas décadas estavam ficando raras, tornaram-se comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado de Mato Grosso do Sul. Fato este, não só constatado pelos dados coletados pela pesquisadora, mas também por outros cientistas e moradores locais. Nos últimos 17 anos o projeto se tornou um exemplo de conservação, servindo de referência para outros Psitacídeos no Brasil e no mundo.

Neiva Guedes possui várias produções bibliográficas, com artigos publicados em periódicos científicos, publicações em eventos e Congressos, capítulos de livros e dezenas de palestras proferidas no Brasil e exterior. Neiva treinou mais de uma centena de acadêmicos (nacionais e estrangeiros) em suas técnicas desenvolvidas para o Projeto e contribuiu para a elaboração de material didático.

Por sua atuação na conservação da biodiversidade brasileira Neiva recebeu alguns prêmios, entre eles podemos destacar: Prêmio Pieter Oyens, Prêmio Natureza e Sociedade em reconhecimento a qualidade técnica, de inovação e relevância por sua dissertação que foi considerada um dos cinco melhores trabalhos de pós-graduação; Prêmio Super Ecologia 2002; Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica 2002; Comenda Grão Mestre da Order of the Golden Ark, do Príncipe Berhnard da Holanda em 2004; Troféu Eco-cidadão 2004; Prêmio Ambiental Von Martius 2004; Prêmio Ecologia e Ambientalismo, 2005; Menção Honrosa no Prêmio Arara azul da UNIDERP, 2005.

Neiva Guedes foi casada com Joaselei Lemos Cardoso, com quem tem uma filha chamada Sophia.

curriculum vitae - Resumo

Neiva M. R. Guedes, é graduada em biologia pela UFMS (1987) com mestrado em Ciências Florestais pela ESALQ/USP (1993) e doutora em Zoologia pela UNESP/Botucatu (2009). É professora e pesquisadora do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera - Uniderp. É Presidente do Instituto Arara Azul.
Desde 1990 executa e coordena o Projeto Arara Azul, onde desenvolveu estudos sobre a biologia básica e monitoramento da espécie, Anodorhynchus hyacinthinus, ameaçada de extinção. Promove atividades de manejo e educação ambiental para a conservação da natureza. É membro do “Comitê para Conservação e Manejo da arara-azul-grande Anodorhynchus hyacinthinus”, “Comitê para Conservação e Manejo da arara-azul-de-lear Anodorhynchus leari” e do “Grupo de Trabalho para Recuperação da ararinha-azul Cyanopsitta spixii” coordenados pelo IBAMA. Faz parte do Board of the Parrots International.

Tem vários trabalhos publicados em capítulos de livros, artigos e congressos, bem como tem proferido inúmeras palestras no Brasil e no exterior.
Área de atuação: biologia, manejo, conservação.

Para ver o curriculum completo acesse http://lattes.cnpq.br/7358580565148346

Entrevista

Neiva Guedes já concedeu inúmeras entrevistas para os diversos meios de comunicação. As mais recentes são: 

GUEDES, Neiva. Projeto Arara Azul: Uma bandeira para a conservação do Pantanal. Jornal do Conselho Regional de Biologia 1a. Região (SP, MT, MS), São Paulo, ano XI, n.134, p.5-9, janeiro de 2006
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ABRANCHES, Sérgio. A madrinha das araras azuis. O Eco, www.oeco.com.br, 21 de agosto de 2005.
http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&pageCode=83&textCode=13435&date=currentDate&contentType=html
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Neiva Guedes. Ambiente Brasil, www.ambientebrasil.com.br, 13 de outubro de 2004. http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=16482
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histórico

O Projeto Arara Azul começou em 1990, tendo como apoio de campo a Fazenda Nhumirim do Centro de Pesquisas Agropecuárias do Pantanal, CPAP-Embrapa, na sub-região do Pantanal da Nhecolândia, com recursos do WWF-US e posteriormente veículo Jipe bandeirante cedido pela Toyota.

Nos primeiros trabalhos de campo Neiva contou com a colaboração do biólogo Lee Harper.

A pesquisa sobre biologia reprodutiva da arara azul virou tema da dissertação de mestrado de Neiva Guedes na ESALQ/USP sob a orientação do Profº Dr. Álvaro Fernando de Almeida.  

Em Outubro de 1993 Neiva Guedes conclui o mestrado e em Março de 1994 ingressou no CESUP – Centro de Ensino Superior de Campo Grande, atualmente UNIDERP – Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal, que passa a ser a executora do Projeto através de Neiva Guedes. 

Em 1993 e 1994 Neiva recebeu bolsa e recursos da Fundação O Boticário/Mac Arthur Foundation que ajudou a manter o Projeto juntamente com recursos do CECITEC (atual FUNDECT) recebidos com o apoio da SODEPAN (1993-1995).

No período de 1996 a 1999, a maioria das despesas do Projeto foram mantidas pelo casal Elly de Vries e Richard Welch de Los Angeles-EUA que haviam conhecido o Projeto em 1995.

No retorno para o seu país, eles criaram o Hyacinth Macaw Fund repassando recursos através da Califórnia Community Foundation.

Em 1999, com a separação do casal, esse fundo foi extinto.

Em Outubro de 1998 foi inaugurada a 1ª Base de Campo no R. E. Caiman, cedida por Roberto Klabin. Com essa base, o Projeto pôde contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo. 

No final de 1999, o WWF-Brasil começou a patrocinar a pesquisa e acabou se transformando num grande parceiro do Projeto, através do Programa Pantanal para Sempre, até o junho de 2005. No período de reprodução, um biólogo de campo é contratado por seis meses. Em junho de 2001, a Toyota cedeu dois veículos novos. Em 2002, mais um assistente de pesquisa e/ou acadêmico bolsista é absorvido pelo Projeto. 

No período de 2000 a 2003, o Projeto recebe o apoio da Fundação Manoel de Barros que gerencia os recursos arrecadados por Neiva Guedes. Além do WWF recebe patrocínio da Vanzin Escapamentos e Brasil Telecom. 

No final de 2003 é criado o Instituto Arara Azul e a partir de 2004 ele passou a gerenciar os recursos do Projeto fornecidos pelo WWF, Ecotrópica Alemã, Vanzin, Brasil Telecom, Roberto Klabin, Burger Zôo, BR Tintas e do Criadouro Asas do Brasil. A equipe de campo passou a contar com um biólogo e estagiários o ano inteiro. O projeto é reconhecido nacional e internacionalmente. Em maio de 2004 Neiva Guedes recebe a medalha de Golden Ark, do príncipe Bernard na Holanda e também se encontra com o Príncipe Philip, Duque de Edinburgh no Palácio de Buckingham

Em Setembro de 2004 o Centro de Visitantes da base do Projeto no R.E.Caiman é reformulado e re-inaugurado com recursos do WWF Brasil. Em 2005 a Toyota troca os dois veículos por versões mais novas e a equipe do Projeto é composta por um biólogo de campo, um assistente de pesquisa, uma comunicadora. No final deste ano é lançado o livro: Araras Azuis de autoria de Luciano Candisani e Sérgio Túlio, pela Editora DBA.

Em 2006 o Instituto recebe uma turismóloga bolsista do Programa Trainee da Fundação O Boticário, a Toyota do Brasil faz um aporte em recursos para o Projeto Arara Azul e promove vários eventos para divulgação do Projeto em outros estados do Brasil. A convite da Toyota o Projeto sai do Pantanal para ser divulgado em Feiras, exposições e eventos em São Paulo. São realizadas duas provas especiais do Toyota Hilux Expeditions – Projeto Arara Azul, um rali de regularidade, para divulgar o projeto para outros públicos. Palestras são proferidas no Brasil. É inaugurado o Centro de Visitantes do Projeto na Pousada Araraúna, da UNIDERP, no Pantanal de Aquidauana e o no R.E. Caiman, no Pantanal de Miranda o Centro de Visitantes é novamente reformulado com a construção de um laboratório. No final de 2006, a arara azul é escolhida com mais sete espécies de animais ameaçados de extinção pelo mundo (Tigre de bengala no Nepal, urso panda na China, urso polar no Canadá, elefante na Índia, Gorila em Ruanda e Tartaruga de pente na Costa Rica) para tema de um documentário realizado pela Endemol para a ITV de Londres.

Desde o início

O Projeto contou com a parceria do Laboratório de Genética Molecular de Aves da USP, coordenado pelas Drª Anita Wanjtal e Drª Cristina Yumi Miyaki, que realizam sexagem e análise de DNA das aves, trabalhos estes que já geraram várias dissertações de mestrado e doutorado, bem como inúmeras publicações de artigos científicos. 

O Projeto procurou buscar o envolvimento dos peões e fazendeiros do Pantanal. Além das visitas no campo, entrevistas realizadas pela bióloga Elisa Mense constataram que o rádio era o principal meio de comunicação na região, por isso, mensagens educativas do Projeto foram inseridas num programa de rádio de maior audiência no Pantanal. A população local passou a ser um dos maiores parceiros do Projeto Arara Azul, sendo este um dos principais motivos de sucesso do Projeto e da conservação das araras para a biodiversidade do Pantanal. 

Desde o início do Projeto centenas de palestras são proferidas, bem como visitas e reuniões com a comunidade pantaneira. Com objetivo de valorizar a cultura local e propiciar uma alternativa de renda, em 1993 foram iniciadas as oficinas de canto, dança e arte com as crianças pantaneiras na Caiman. Muitos trabalhos foram publicados em revistas e artigos científicos, bem como foram realizadas inúmeras divulgações, em diferentes mídias nacionais e internacionais para a população em geral.

Em 1987 a arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus tinha uma população estimada de 2500 indivíduos na natureza, sendo que apenas 1500 eram citadas para todo o Pantanal. Encontrava-se ameaçada de extinção, devido ao tráfico, descaracterização do ambiente e coleta de penas pelos indígenas. Havia relatos de avistamento na natureza, mas poucas informações sobre a biologia e história de vida da espécie. 

- 1990-1992 – Cadastro, marcação e monitoramento dos ninhos naturais de arara azul no Pantanal; obtenção e divulgação os primeiros dados sobre a biologia reprodutiva da espécie na natureza. Busca do envolvimento da população pantaneira na conservação da espécie.

- 1993 - Conclusão do mestrado com 94 ninhos cadastrados, em 11 fazendas no Pantanal da Nhecolândia. Análise das informações básicas sobre a reprodução das araras-azuis. Caracterização do ambiente e identificação dos principais problemas que afetam a população.

- 1994-1996 – Há uma expansão das atividades para 21 fazendas no Pantanal da Nhecolândia, Abobral, Miranda e Nabileque. Tem início os testes com modelos, materiais e tamanhos de ninhos artificiais. Cerca de 193 ninhos estão marcados

- 1997-1998 – Instalação de 105 ninhos artificiais. Há um total de 298 ninhos cadastrados e destes 194 são monitorados. No final de 1998, com a implantação da 1ª Base de campo na Caiman, os trabalhos de monitoramento e manejo passam a ser concentrados na região de Miranda.

- 1999-2000 – Início dos estudos na base da UNIDERP, na Fazenda Santa Emília no Pantanal de Aquidauana - Rio Negro. Primeiras atividades de manejo dos ninhos naturais. Cerca de 70 ninhos são recuperados, mais 26 ninhos artificiais são instalados e 53 ninhos naturais são cadastrados. Com pouco mais de 400 ninhos cadastrados, 310 (74%) são monitorados. Estudos de sanidade das aves, com veterinários da UNIDERP. Desenvolvimento de palestras e atividades de campo com hóspedes da Caiman. Implantação de um banco de dados com SIG em parceria com pesquisador da UNIDERP.

Em 2000, a população estimada para as araras-azuis no Pantanal é de 3.000 indivíduos.

- 2001-2003 – Há um total de 546 ninhos cadastrados, sendo 346 ninhos naturais e 198 artificiais. O Projeto passa a ser desenvolvido em 45 fazendas em 5 subregiões do Pantanal. O monitoramento mais intenso é realizado em cerca de 320 ninhos próximos as duas bases atuais: R.E.Caiman e Pousada Araraúna.

São realizados os primeiros experimentos de manejo de ovos e filhotes com a autorização do “Comitê para Conservação e Manejo da Arara-azul-grande Anodorhynchus hyacinthinus”, coordenado pelo IBAMA. Alguns ovos são incubados com sucesso em laboratório para posterior devolução ou translocação dos filhotes. Pela primeira vez na natureza é possível monitorar o comportamento do casal, ovos e filhotes através da instalação de micro-câmara dentro do ninho. Novos estudos de sanidades são realizados em adultos e filhotes e há a relatos inéditos para aves de vida livre.

- 2004-2005 – O Projeto tem sucesso com o manejo de ninhos, ovos e filhotes. A população não só cresce como está expandindo. Vários outros trabalhos começam a surgir no interior do Brasil. A espécie é investigada por biólogo boliviano treinado no Projeto. Começam os primeiros trabalhos de campo com o manduvi (Sterculia apétala), espécie chave no Pantanal e para reprodução das araras, através do ex-estagiário e biólogo associado, Antonio Santos Jr.
Vários trabalhos são publicados em capítulo de livros, congressos e divulgação para a comunidade em geral.

- 2006-2007 – Prosseguem os trabalhos de campo com monitoramento e manejo de ninhos, ovos e filhotes. Os resultados do Projeto são divulgados num Fórum na França, no Brasil, nos Estados Unidos, no Congresso de Ornitologia Neotropical na Venezuela. Os fatores que afetam o sucesso reprodutivo no Pantanal (desmatamento, queimada, turismo) são analisados na tese de doutorado de Neiva Guedes.

Ao final de 2005 a população de araras-azuis estimada para o Pantanal é de 5.000 indivíduos e constata-se que ela não só aumentou como começou a expandir para outras regiões onde já tinha acabado ou diminuído. O tráfico de araras azuis praticamente acabou no Pantanal Sul e mesmo aves apreendidas no Estado de MS, são provenientes de outras regiões do Brasil. Os resultados das pesquisas são bastante disseminados. Dezenas de acadêmicos, biólogos, veterinários, zootécnistas foram treinados. Proprietários são incentivados a criar RPPNs – Reserva Particular do Patrimônio Natural, começam a replantar o manduvi.

No final de 2006, o Projeto Arara Azul, contabiliza um total de 604 ninhos cadastrados, sendo 386 ninhos naturais e 218 artificiais. O Projeto passa a ser desenvolvido em 57 fazendas em 5 sub-regiões do Pantanal. O monitoramento mais intenso é realizado em cerca de 320 ninhos próximos as duas bases atuais: Caiman e Pousada Araraúna.

Atualmente as araras azuis são encontradas em várias cidades de Mato Grosso do Sul, como Aquidauana, Miranda, Rio Negro e Terenos, esta última a 80 km de Campo Grande, a capital do Estado, onde hoje já habitam as araras canindés (Ara araraúna) e araras vermelhas (Ara chloroptera).

prêmios e condecorações

Pelo mérito do trabalho, pelo ineditismo, pelo desempenho, dedicação e resultados, Neiva Guedes e o Projeto Arara Azul receberam diversos prêmios, troféus e condecorações.  

 

Menção Honrosa no Programa Natureza e Sociedade

- O PROGRAMA NATUREZA E SOCIEDADE, oferecido pelo WWF - Fundo Mundial para a Natureza, com o apoio da USAID - Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional e da Fundação Ford. Num período de três anos este Programa contemplou 70 dissertações de mestrado e 57 teses de doutorado. Em 1997 premiou os seis melhores trabalhos e Neiva Guedes recebeu a Menção Honrosa em reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da dissertação de mestrado, em julho de 199


Prêmio Pieter Oyens

- PRÊMIO PIETER OYENS, para incentivar jovens conservacionistas, de até 30 anos de idade, oferecido pelo WWF-US. Neiva Guedes foi escolhida por um Comitê Internacional pela contribuição à conservação da natureza no Brasil, em julho/95. 


Diploma de Honra ao Mérito identidade Sul Matogrossense Guaicuru

 - Neiva Guedes recebeu o DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, pelos relevantes serviços prestados em prol da preservação e divulgação da memória e identidade cultural Sul-Mato-Grossense/Guaicuru, oferecido pela Unidade Guaicuru de Cultura, Campo Grande, 06 de outubro de 1998. 


Troféu Mulher que faz a Diferença em Meio Ambiente 1998

- Em dezembro de 1998, Neiva Guedes recebeu o TROFÉU MULHER QUE FAZ A DIFERENÇA EM MEIO AMBIENTE 1998, pelo desempenho e resultados obtidos frente ao Projeto Arara Azul-UNIDERP, oferecido pela BPW-Campo Grande, Associação de Mulheres e Profissionais de Negócios de Campo Grande, Campo Grande-MS. 


Prêmio Cláudia 1999 

– Em Outubro de 1999 Neiva Guedes foi uma das Dez Finalistas do PRÊMIO CLAUDIA 1999, que com seu talento, perseverança e capacidade para criar soluções originais e contribuir para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro, Revista Claudia, São Paulo.


Troféu Arara Azul 2001

– Neiva Guedes recebeu o TROFÉU ARARA AZUL, pela dedicação e trabalhos em prol da conservação das araras-azuis na natureza, oferecido pela AMAS – Associação Sul Matogrossense de Atacadistas e Supermercados, durante a 21a Expo-Ecos Exposição e Encontro Centro-Oeste de Supermercados, Campo Grande-MS, 27/03/2001.


Troféu Arara Azul Prêmio Super Ecologia 2002

– O Projeto Arara Azul realizado pela UNIDERP com o apoio da Fundação Manoel de Barros recebeu o troféu PRÊMIO SUPER ECOLOGIA 2002, ficando em segundo lugar na categoria FAUNA/ONG, lançado pela revista SUPER Interessante, São Paulo, Abril 2002. Na ocasião cerca de 500 projetos de todo o Brasil, foram inscritos. A Comissão Julgadora incluiu especialistas e ambientalistas de renome internacional como Fábio Feldmann, Fernando Gabeira, Gustavo Fonseca, João Paulo Capobianco, Paulo Nogueira Neto e Peter Crawshaw. 


Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2002

– O Projeto Arara Azul recebeu o PRÊMIO FINEP DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 2002, Região Centro-Oeste, com a “Conservação da Arara-azul no Pantanal Sul-Matogrossense”, desenvolvido pela UNIDERP. Troféu entregue em Cuiabá, 29/09/2002.


Golden Ark 2004

– Neiva Guedes recebeu o GRAND MASTER OF THE ORDER OF THE GOLDEN ARK 2004, título honorário concedido por Sua Alteza Real Príncipe Bernhard da Holanda em reconhecimento as pessoas que se dedicam à conservação da natureza. Medalha de Cavaleiro da Ordem The Golden Ark 2004 entregue no Soestdijk Palace, Holanda, em 07 de Maio de 2004.


Prêmio Eco Cidadão 2004

– Neiva Guedes recebeu o PRÊMIO ECO CIDADÃO 2004, prêmio que reconhece o trabalho, posturas e ações de personalidades e empresas que colaboram para a construção de uma sociedade mais autônoma, eqüitativa e sustentável. Troféu entregue durante o IV Seminário Internacional “Desenvolvimento Urbano, Globalização e Sustentabilidade - As Cidades Petrolíferas – As Melhores Práticas Globais, realizado em Macaé-RJ, no dia 25 de Agosto de 2004. 


Prêmio Ambiental Von Martius 2004

– O Projeto Arara Azul recebeu o PRÊMIO AMBIENTAL VON MARTIUS 2004, vencedor em 2º Lugar, na Categoria Natureza. O Troféu é concedido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha e reconhece o mérito de iniciativas de empresas, do poder público, de indivíduos e da sociedade civil que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural com respeito ambiental. O Projeto, realizado através da UNIDERP e FMB, recebeu o troféu em São Paulo no dia 22 de novembro de 2004


Prêmio Ecologia e Ambientalismo

– PRÊMIO ECOLOGIA E AMBIENTALISMO, Troféu concedido ao Projeto Arara Azul/UNIDERP pela Câmara Municipal de Campo Grande – MS, em homenagem aos relevantes serviços prestados. Por indicação do vereador Edil Albuquerque no dia 10 de junho de 2005.


Menção honrosa no Prêmio Arara Azul

- Menção honrosa no Prêmio Arara Azul no ENCONTRO NACIONAL DE INOVAÇÃO CIENTÍFICA PARA O HOMEM DO SÉCULO XXI – IV ENPIC, promovido pela UNIDERP em Campo Grande/MS, com o trabalho “O uso do sistema de informação geográfica (SIG) e trabalhos em conservação das araras azuis e vermelhas do Pantanal Sul Matogrossense” de autoria de Guedes, N. M. R.; Macieira, A. C.; Toledo, M. C. B.

áreas de estudo do projeto

O Projeto começou a ser realizado no Pantanal da Nhecolândia, tendo como apoio a Fazenda Nhumirim do Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal – CPAP Embrapa e 13 propriedades da região. Posteriormente, a convite dos proprietários da Pousada Arara Azul expandiu o Projeto para o Pantanal do Abobral. 

Atualmente, existem duas bases de campo do Projeto Arara Azul: no Refúgio Ecológico Caiman no Pantanal de Miranda e na Pousada Araraúna, no Pantanal de Aquidauana. Nas duas bases os hóspedes podem conhecer as atividades do Projeto, através do Centro de Visitantes, realizar o turismo de observação e colaborar com a pesquisa, adquirindo produtos exclusivos do projeto. 

 

O Pantanal

O Pantanal é uma das maiores planícies inundáveis da Terra, considerado “Patrimônio Natural” pelo Artigo 225 da Constituição Brasileira (1988) e “Reserva da Biosfera” pela UNESCO (2000). O Pantanal, apesar do nome, não é um pântano, e sim uma imensa planície sedimentar que sofre inundações periódicas, ao contrário do pântano que é sempre alagado. O Pantanal fica localizada no centro da América do Sul tem cerca de 147 km2 (14-22º Sul e 53-66º oeste). Ele integra a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai que ocupa aproximadamente 500 mil km2 e é compartilhado pelo Brasil, Bolívia e Paraguai.

A maior parte do Pantanal, que é a planície de inundação está no Brasil nos Estados de Mato Grosso do Sul (65%) e Mato Grosso (35%). Com altitudes que variam de 80 a 150 metros, sofre influência direta do planalto do entorno, que são as terras altas (montanhas, morros, chapadas e depressões), com altitudes que vão desde 200 até 1.000 metros. A pluviosidade anual média da região atinge 1100 mm, com período mais chuvoso de novembro a março e menos chuvoso de abril a setembro.

O relevo pantaneiro possui uma característica muito particular: a baixa variação na declividade do terreno. Assim as cheias anuais ocorrem pelo extravasamento das margens dos leitos dos rios,que inundam os campos e secam quando estes voltam ao volume normal. Em média o tempo de trânsito das águas é de 5 a 6 meses, desde o Norte até o Sul. O clima do Pantanal classifica-se, segundo koeppen, como clima tropical úmido (AW), com verão chuvoso e inverno seco. A temperatura média anual é de 25°C e a umidade relativa 82%, mas podem ocorrer resfriamentos abaixo de 10ºC, de curta duração (2 a 3 dis), entre abril e setembro.

No Pantanal Sul Matogrossense os solos são de origem sedimentar, ocorrendo áreas onde o solo é argiloso e em outro arenoso, de forma alternada e descontínua, mas em 92,5% são solos hidromórficos (solo de área úmida), segundo Amaral, 1986. Isso acarreta em limitações à lavoura, pois os solos são inférteis, como também periodicamente alagáveis.

Devido a sua localização, a vegetação pantaneira é um mosaico de diferentes ecossistemas. Ela é influenciada por elementos de quatro províncias fitogeográficas da América do Sul: Amazônica, Cerrado, Chaquenha e Atlântica. A paisagem no Pantanal é composta por campos, baías, salinas, cordilheiras, capões, corixos ou vazantes. O pantanal possui uma variação muito grande espécies vegetais e, por conseguinte animais, e tem como característica uma interdependência com o fluxo das águas, gerando uma grande biodiversidade.  Baseado em aspectos florísticos, pedológicos e das inundações, o Pantanal pode ser dividido de oito a onze sub-regiões (Mapa). Quanto à fauna, a planície não é geradora de nenhum endemismo, mas é um local onde se pode encontrar facilmente exemplares da fauna brasileira ameaçada de extinção como tamanduá-bandeira, cervo-do- pantanal, ariranha e a arara azul. O Pantanal é considerado uma das vias mais importante para aves migratórias dos hemisférios Norte e Sul. Segundo dados da WWF de 1999, o pantanal possui 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de répteis. 

A pecuária bovina, a pesca e o turismo são as principais atividades econômicas do Pantanal. A criação de gado é extensiva. Em algumas áreas, o manejo é feito com a rotação de pastagem nativa, que anualmente é queimada. Em outras, o desmatamento vem crescendo exponencialmente, onde o cerradão e a mata estão dando lugar à pastagem cultivada.

A pesca varia de subsistência (artesanal e recreativa) a esportiva e profissional são atividades econômicas importantes no Pantanal.  Embora seja histórica e elemento fundamental para a economia da região, tem sido objeto de várias pesquisas e discussões ambientais, devido à pesca ilegal (fora de medida e época), sobrepesca de algumas espécies, falta de legislação integrada (Brasil, Bolívia e Paraguai). Segundo ALHO & GONÇALVES (2005) a pesca esportiva chegou a 59 mil pessoas em 1999 no Mato Grosso do Sul, decrescendo nos anos seguintes.

O turismo é uma atividade crescente no Pantanal, o qual bem estruturado e organizado é uma alternativa econômica que ajudará na conservação da flora e fauna pantaneira. Por apresentar uma belíssima paisagem aberta e de fácil visualização da fauna o Pantanal é um dos mais exuberantes atrativos de contemplação para o turismo de observação, rural e ecológico. 

Embora seja um dos ecossistemas mais conservados do Brasil, segundo o último levantamento efetuado pelo do Ministério do Meio Ambiente, pois ainda contém 88% do habitat original, o Pantanal é afetado por problemas como o fogo e desmatamento que levam a descaracterização do habitat. 

 

O fogo que não é um fator totalmente antrópico é historicamente utilizado no Pantanal como instrumento de manejo da pastagem nativa.  Segundo dados da Embrapa Pantanal todos os anos o fogo atinge o Pantanal modificando a paisagem local. O número de focos de calor varia de ano para ano, em função das chuvas e umidade relativa do ar. Atualmente a queima controlada e regulamentada pelo IBAMA, Lei Federal, Decreto nº 2261 de 08/07/1998 e no Mato Grosso do Sul pela Portaria nº 2, de 24/05/2002.

 Trabalhos realizados por ABDON et al (2006) e HARRIS et al (2006) demonstram que o desmatamento no Pantanal é crescente. A utilização de áreas para pastagem no domínio do Cerrado, com derrubadas de árvores é feita em áreas de cordilheiras ou capões, que fornecem abrigo, ninhos e alimentação para a fauna pantaneira. Em algumas fazendas a opção tem sido substituir a pastagem nativa por pastagem exótica, realizada nas áreas de cerrado aberto ou campo, que de qualquer forma também altera as condições naturais do ambiente. 

Para ver mais em:

ALHO, Cleber J. R.; GONÇALVES, Humberto C. Biodiversidade do Pantanal: Ecologia &  Conservação. 1ª ed. Campo Grande: Editora UNIDERP, 2005. p. 145. ISBN 858739294-8

ABDON, M. M.; SILVA, J. S. V.; SOUZA, I. M.; ROMON, V. T.; RAMPAZZO, J.; FERRARI, D. L. Análise do desmatamento no bioma Pantanal até o ano 2002. In: SIMPÓSIO DE GEOTECNOLOGIAS NO PANTANAL, 1., 2006, Campo Grande, MS. Anais... Campo Grande: Embrapa Informática Agropecuária/INPE, 2006. p. 293-301. 

HARRIS, M. B.; ARCÂNGELO, C.; PINTO, E. C. T.; CAMARGO, G.; NETO, M. B. R.; SILVA, S. M. Estimativa da perda de cobertura vegetal original na Bacia do Alto Paraguai e Pantanal brasileiro: ameaças e perspectivas. Natureza e Conservação. Fundação O Boticário de Proteção à Natureza: Revista Brasileira de Conservação da Natureza (The Brazilian Journal of Nature Conservation), Curitiba, vol. 4 (2), out. 2006, p.50-66. 

Embrapa Pantanal  
www.cpap.embrapa.br

Ministério do Meio Ambiente  
http://http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idMenu=3645

Ministério das Relações Exteriores 
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/meioamb/ecossist/pantanal

WWF - Pantanal para Sempre
http://www.wwf.org.br/pantanal/

Conservação Internacional
http://www.conservation.org.br/onde/pantanal/

IBAMA
http://www.ibama.gov.br

Base no R.E. Caiman

Em 1998 a convite do Senhor Roberto Klabin, foi inaugurada a primeira base de campo do Projeto Arara Azul no Refúgio Ecológico Caiman, na sub-região do Pantanal de Miranda. Essa base, que foi um marco para o Projeto, consistia numa casa de funcionários e um Centro de Visitantes. Assim, foi possível agregar outras pessoas ao trabalho, pois até então o Projeto dependia exclusivamente de Neiva Guedes, única pessoa que conhecia todos os ninhos e desenvolvia, praticamente sozinha, as atividades de campo. Tendo como base a Caiman, mais de 15 fazendas são monitoradas na região. 

No Centro de Visitantes do Projeto Arara Azul passam centenas de hóspedes por ano, entre eles alguns hóspedes ilustres como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e família (dez 2001) e o atual governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (dez 2006). 

Em setembro de 2004 o WWF Brasil reformulou e re-inaugurou o Centro de Visitantes no R. E. Caiman. Em 2006, Roberto Klabin demoliu a casa antiga e construiu um novo Centro juntamente com um laboratório. A equipe de campo passou a dividir um novo espaço com a equipe do Projeto Onça Pintada. 

Ver mais em www.caiman.com.br

Base na Pousada Araraúna

Desde 2000 quando a UNIDERP adquiriu a Fazenda Santa Emília, no Pantanal de Aquidauana e montou o IPPAN - Instituto de Pesquisa do Pantanal, disponibilizou-se mais uma base de campo para o Projeto Arara Azul. Posteriormente foi construída a Pousada Araraúna, que serve de base não só para o Projeto Arara Azul, mas diversas outras pesquisas realizadas por pesquisadores e associados da UNIDERP. Em 2006 foi inaugurado o Centro de Visitantes do Projeto Arara Azul na Pousada Araraúna. 

Além de visitantes ilustres como ministros, presidentes da CAPES e Conselho Nacional de Educação, a Pousada Araraúna recebe estudantes universitários do Brasil e exterior. Tendo como base a Pousada Araraúna mais sete fazendas são monitoradas na região. Ver mais em www.ararauna.com.br

a equipe de campo

Atualmente a equipe de campo é constituída pela coordenadora do Projeto, Neiva M. R. Guedes, uma bióloga, Grace Ferreira da Silva, um assistente de pesquisa, Carlos Cezar Corrêa, uma comunicadora, Neliane G. Corrêa e uma turismóloga, Eveline R. Guedes além de contar com a participação de estagiários e voluntários.

Pesquisadores associados participam esporadicamente das atividades de campo, dependendo dos objetivos, mas uma vez que os materiais são coletados eles são enviados para os parceiros de pesquisa nos laboratórios da UNIDERP, USP, UNICAMP, UNESP e ULBRA. 

estagiários e voluntários

 

Desde o início o Projeto contou com a participação de estagiários e voluntários. Dezenas de estudantes, graduados e profissionais já passaram pelo Projeto em todos estes anos.

São pessoas ligadas nas áreas de biologia, zootecnia, veterinária, engenharia florestal, turismo, comunicação, jornalismo, administração e proprietários rurais de diversos estados do Brasil e do exterior como: EUA, Noruega, Dinamarca, Suécia, Cuba, Canadá, México, Costa Rica, Bolívia e Argentina.  

Quem esteve em campo

Estagiários, Voluntários e Colaboradores que estiveram no campo com o Projeto Arara Azul até julho de 2007: 

Karlla Vanessa de Camargo Barbosa, bióloga, estagiária São Paulo 
Monalyssa Comandaroba Teixeira, bióloga estagiária São Paulo 
Juliana Rechetelo, Bióloga estagiária Paraná

Estagiários, Voluntários e Colaboradores que estiveram no campo com o Projeto Arara Azul:

Adriana A.M. Santos, biologia UNESP
Adriana Ribeiro de Oliveira, bióloga mestranda USP
Alessander Górsky, acadêmico de veterinária da UNIDERP
Álvaro Fernando de Almeida – Profº Drº ESALQ/USP
Andy Park – Engenheiro Florestal, voluntário Canadá
Andréa Carvalho Macieira, bióloga MS e bolsista do Projeto
Andressa Claudino Góes, estagiária de biologia UFMS
Angélica Midori, bióloga SP e bolsista do Projeto
Ana Paula Aragão, estagiária, acadêmica da UNIDERP
Antônio dos Santos Junior, estagiário biologia UNIDERP
Antonio Sanches, engenheiro florestal México
Aulus C. Carcioli, veterinário doutorando USP
Bruno Bagnola do Amaral Macedo, estagiário de biologia SP e bolsista do Projeto
Caroline da Silva Campos, estagiária, acadêmica de turismo da UFMS
Carolina Ribas Pereira, bióloga e estagiária RJ
Carlos Eduardo Verona, veterinária UNESP
Cátia Zela deSá, bióloga estagiária PR
Charles Mascarenhas Guedes, estagiário MS
Christhofer Vaugan, biólogo e pesquisador na Costa Rica
Dalmo de Souza, geógrafo SEMA/MS
Daniela de Figueirodo, bióloga UNESP
Daniela Navarro, bióloga SP
David O´connor, Zoo de Seattle EUA 
Denílson do Nascimento Cardoso, biólogo UFPR 
Didier David Pozza, biólogo e bolsita do Projeto
Dilan de Andrade Hugo, biólogo UNIDERP
Douglas Kajiwara, biólogo PR e bolsista do Projeto
Donald Broom, especialista em Ecologia Cambridge Inglaterra
Donald Brightsmith, biólogo Tambopata Macaw Project, Peru
Edevaldo de Oliveira Aparecido, biólogo UFSCAR
Eduardo Mongeli, biólogo SEMA/MS
Elly De Vries, Hyacinth Macaw Fund EUA
Eliane Amil Zagordo, zootecnista SP
Eliane Vicente, Profª Dra. e Pesquisadora da UNIDERP
Elida Mirela Corrêa, estagiária MS
Elisa Mense, bióloga SEMA/MS
Emily McGrath, estagiária EUA 
Élinton Luiz Rezende, estagiário
Érika Schloemp, bióloga mestranda ESALQ/USP
Evelyn B.C. de Almeida, estagiária biologia UNITAU
Everton Luis Rodrigues, químico MS
Fábio Augusto de M. Alarcon, estagiário
Fábio Ueno, biólogo mestrando UNICAMP
Felipe Albertani, biólogo USP
Fernanda Almeida Rabelo, estagiária MS
Fernando Antunes, agronomia ESALQ/USP
Flábio Ribeiro de Araújo, veterinário, Mestre, Profº e Pesquisador da UNIDERP
Flávia Carolina Vargas, zootecnista SP e bolsista do Projeto
Flávia Torres Presti, bióloga mestranda USP
Gilson Motta Lavalis, estagiário 
Grace Ferreira da Silva, bióloga RJ e bolsitas do Projeto
Graziela Letteriello, bióloga MS e bolsista do Projeto
Herciney da Silva Mônaco, servidor UFMS
Helder Antonio de Souza, biólogo UNIDERP
Hilton Silva do Nascimento, estagiário de ecologia UNESP 
Inge Schloemp, bióloga RJ
Ivan do Prado Barbosa, estagiário biologia UNIMEP
Isabel Campos Salles Figueiredo, estagiária de biologia PR
Ivens Teixeira Domingos, veterinário do Exército de MS
Inocência Robaldo Guedes, assistente de pesquisa MS
Jacques Vielliard – Profº Drº UNICAMP
Joacilei Lemos Cardoso, assistente de pesquisa MS
Joilson Medeiros de Barros, assistente de pesquisa
Juliana Aranha, estagiária de veterinária RJ 
Júlio César da Costa, estagiário engenharia florestal ESALQ/USP
Karina Norma Cação, estagiária biologia UFMS
Kim Mandzy, bióloga, voluntária  Canadá
Larissa Schneider, estagiária de biologia da UFMS
Leandro Bomediano, estagiário de biologia UEMS e bolsista do Projeto 
Lee Harper, biólogo EUA
Leiliany Negrão de Moura, bióloga mestranda UFPA
Lorena Xavier Milan, estagiária de veterinária do RS
Luciana Ralfi Menegaldo, veterinária Campinas
Luciene Ximenes, estagiária de biologia da UNIDERP
Luis Paiva, Geólogo, Profº e Pesquisador da UNIDERP
Luis Tadeu Braga Júnior, veterinário SP e bolsista do Projeto
Luiz Fernando Zuin, zootecnista UNESP
Luiz Cláudio Gaúna, guia de turismo MS
Magdalena Pezzoni, bióloga Argentina
Marc Aaron Jonson, biólogo UNB
Marcelo de Negri Xavier, zootecnista Projeto Charão RS
Marcelo Ribeiro Lago, veterinário RJ
Márcia Molter Volte, bióloga estagiária 
Marcos Roberto Ferramosca Cardoso, Veterinário MT e bolsista do Projeto
Marcos Vinicios da Silva, polícia florestal MS
Maria Cecília Barbosa de Toledo, bióloga Profª e Pesquisadora da UNITAU
Marie Stafford, Parrots International EUA
Mark Stafford, Parrots International EUA
Maria Del Carmen Lamazares, veterinária, Profª Drª da UNIDERP, Cuba
Maria do Carmo Andrade dos Santos, bióloga e bolsista do Projeto
Maria de Lourdes Ávila Hernandes, bióloga México
Mariângela Allgayer, veterinária, doutoranda e Profª ULBRA 
Mariza Corrêa da Silva, estagiária de biologia UCDB
Matthias Zuppinger, Suécia
Max Rondon Werneck, acadêmico de veterinária da UNIDERP
Maurício Herrera, bióloga Bolívia
Meindert Brower – Comunicação WWF-Holanda
Mogens Trolle, biólogo Dinamarca
Nárgila Gomes de Moura, estagiária biologia GO
Nêda Maria Barbosa, bióloga UFMS
Neiva Ana Moresco, assistente de pesquisa RS
Olívia Mense, assistente de pesquisa MS
Olívia Isfer, bióloga PR
Odiel Vagner de Souza Carvalho, estagiário
Patrícia de Jesus Farias, bióloga mestranda da USP
Pedro Scherer Neto, ornitólogo Museu Capão da Embuia PR
Peter von Bucher, estagiário EUA
Petra MacGrowan, estagiária biologia EUA
Priscila Prudente do Amaral, bióloga 
Renata Lúcia Trintenaro Baumotte, bióloga USP
René Cardoso dos Santos, estagiário biologia SP
Ricardo Soares, biólogo da UNIDERP
Rita Herreira, veterinária SEMA/MS
Roberta Lúcia Boss, bióloga PR e bolsista do Projeto
Roberto Teixeira Lima, estagiário SP
Rodrigo Ferreira Lott, estagiário de biologia da UNIDERP 
Sandra Regina Pardini Pivelli, bióloga Santos-SP
Simone Mamede, estagiária de biologia UNIDERP
Shirley Palmeira, bióloga, Profª e Pesquisadora do CESUP
Tânia Raso Freitas, veterinária e doutoranda UNESP
Terry O´connor, Educação Ambiental do Zoo de Seattle EUA 
Thiago Dutra de Carvalho, estagiário de biologia UNIDERP
Thiago de Oliveira Machado, estagiário de biologia SP
Torborg Berge, bióloga da Noruega e bolsista da UNIDERP
Tony Pittman, Hyacinthine Survival Trust Inglaterra
Valter Vilela, veterinário, Profº e Pesquisadora da UNIDERP
Vanessa Matias Bernardo, bióloga SC e bolsista do Projeto
Walfrido Moraes Tomas, médico veterinário e pesquisador do CPAP EMBRAPA
Yara R. Camargo, biologia UNESP
Yvonne San Martin, biologia UNESP
Zadir Márcio Robaldo Rikino, assistente de pesquisa MS

Informações sobre vagas

Os candidatos deverão se deslocar até a cidade de Miranda (215 km de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul) por conta própria. A partir de Miranda serão levados para a base no veículo do Projeto (36 km). Na base, receberão hospedagem em apartamento compartilhado com a equipe e serão responsáveis pela própria alimentação. 

Não há vagas no momento. Favor aguardar novo anúncio para enviar inscrição.

Novas vagas somente a partir de junho de 2010 e as informações estarão disponíveis neste site.

Pré-requisitos para estágio

O Pantanal é um dos ambientes naturais mais preservados do Brasil. É um lugar incrível, onde nenhum dia se repete. É quente, exuberante, lindo, maravilhoso com som e vida próprias. Tem pessoas simples, cativantes e acolhedores. No projeto tem-se a oportunidade rara de estar nesse paraíso, de ver as araras e várias outras espécies da fauna e flora. Porém, tem que saber respeitá-los, bem como as pessoas e sua cultura. Além disso, tem que lembrar que o Pantanal também pode ser frio, seco, inundado, com mosquitos, carrapatos, abelhas. Então os candidatos deverão:

• Gostar de natureza e trabalho de campo, sem se perturbar com calor e mosquitos,
• Gostar de aves, especialmente as araras e os psitacídeos,
• Ser formado ou estar concluindo biologia, zootecnia, veterinária, engenharia florestal, turismo, comunicação...
• Ter disponibilidade mínima de 3 meses,
• Ter bom condicionamento físico e espírito esportivo, 
• Ter capacidade de trabalhar em grupo e em áreas isoladas, longe das cidades, Ter responsabilidade, pontualidade, paciência e companheirismo,
• Não ter medo de altura para escalar árvores, monitorar ninhos...

Será dada preferência aos candidatos que tenham fluência na língua inglesa, que tenham habilidade em computação e carteira de habilitação.

Como se candidatar

No período de seleção enviar Curriculum Vitae, duas cartas de recomendação e carta respondendo as seguintes questões:

Por que você quer participar deste estágio? (máximo 200 palavras)
Por que você deve ser o(a) estagiário(a) selecionado(a)? (máximo 200 palavras) 
Explicar como este estágio poderá contribuir para sua carreira profissional e falar dos planos futuros. (máximo 200 palavras) 
Descrever sua experiência prévia em atividades e ações relacionadas com projetos de conservação, educação ambiental e/ou turismo. (máximo 400 palavras).

O candidato deverá enviar seu curriculum e uma foto para o email: projetoararaazul@gmail.com

o que fazemos

Desde 1998, com a implantação da 1ª base de campo no R.E. Caiman, temos uma equipe em tempo integral, geralmente 1-2 pessoas no 1º semestre e 3-4 pessoas no 2º semestre, para desenvolver as atividades na Caiman e em outras fazendas na região de Miranda. Com apoio da Pousada Araraúna, da UNIDERP, que consideramos nossa 2ª base de campo, trabalhamos na região de Rio Negro e Aquidauana.

Com o apoio da Pousada Xaraés, estamos monitorando ninhos, pelo menos duas vezes por ano, na região da Nhecolândia e Abobral.

No período de seca, de junho a novembro, praticamente todos os ninhos têm acesso com o veículo Toyota Hilux, com o qual nos locomovemos. Na época das cheias, alguns ninhos ficam isolados pela água. Nestas ocasiões, utilizamos trator, barco, cavalo ou, se necessário, vamos a pé, levando todo o equipamento em mochilas, por até alguns quilômetros, dependendo da localização do ninho.

De acordo com a época do ano, período reprodutivo (2º semestre), período não reprodutivo (1º semestre), condições climáticas e necessidades individualizadas, as atividades podem variar.

Além disso, ao longo do ano, trabalhamos com o envolvimento da comunidade, por meio de trabalhos de educação ambiental com crianças, peões e fazendeiros ou nas escolas, proferimos palestras, realizamos oficinas de corte e costura, artesanato e outras, para mulheres carentes, e participamos de feiras e exposições.

Assistente de Pesquisa Cezar Corrêa, monitorando ninho com filhote. Pantanal de Miranda.
Assistente de Pesquisa Cezar Corrêa, monitorando ninho com filhote. Pantanal de Miranda.

Foto: Neiva Guedes
Neiva fazendo bimoetria do filhote no trator.
Neiva fazendo bimoetria do filhote no trator.


Foto: Cézar Corrêa
Neiva fazendo treinamento de biólogos no campo.
Neiva fazendo treinamento de biólogos no campo.


Foto: Cézar Corrêa